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“[…] se o corpo é uma superfície de inscrição, é da crença segundo a qual há no corpo, alguma coisa que vem se inscrever como um primeiro traço. […] um pré-significante que viria inscrever-se sobre o corpo, delimitando bordas, e que em seguida, se tornariam significantes. Pois bem, não! O modo de inscrição é um furo. A marca real é um furo que faz com que significantes se tornem inesquecíveis para aquele que o recebeu.” (LAURENT, 2016, p. 33)

LAURENT, Éric. Inconsciente e acontecimento de corpo. Éric Laurent responde às questões de La Cause du Désir. Correio, São Paulo, n. 78, p. 25-38, 2016.

“É disso que estamos nos aproximando quando falamos em acontecimento de corpo: o sinthoma é um acontecimento de lalíngua como conjunto de fragmentos linguageiros que sustentam nosso corpo. O acontecimento, então, não é a presença do real como furo, que em um segundo tempo se escreve como trauma; mas do real como aquilo em que se fundamenta o corpo, e se escreve como furo no sentido.” (VIEIRA, 2016, p. 66)

VIEIRA, Marcos André. Por uma política do acontecimento [O sinthoma e o corpo falante]. Correio, São Paulo, n. 78, p. 55-69, 2016.

(fragmento de texto escolhido por Rodrigo Almeida)


“A escrita e a reescrita do pesadelo, ora em poesia, ora em prosa, permitiram a Primo Levi isolar um significante que marcara seu corpo, apontando um horizonte no qual já não se estará no clássico terreno da rememoração e do recalque.” – Fragmento do Texto “Trauma e acontecimento de corpo: a escrita do Primo Levi” de Lucíola Macêdo. Revista Curinga Destinos do Trauma – nº 38, p.50

(fragmento de texto escolhido por Bárbara Faria de Afonso)


“No final de análise, se apreende algo que marcou o falasser, algo que precede o sentido edipiano e que procede do impacto das palavras sobre o corpo, não no sentido do corpo especular, mas do corpo como substância gozante”. (ALVARENGA, 2013, p.104).

Alvarenga, E. Corpo reminiscência. Curinga: Ciência, corpo e real, n.36, jun. Belo Horizonte: EBP-MG, 2013.

(fragmento de texto escolhido por Virgínia Carvalho)


“O gozo feminino, ao se tornar princípio do gozo enquanto tal e reduzido ao acontecimento de corpo, na vertente da corporização, isto é, na vertente da introdução de um significante na ordem do corpo, nos mostra um limite do simbólico presente na feminilidade”. (FERRETI, 2012, p.135).

(fragmento de texto escolhido por Virgínia Carvalho)